Agora

Marcelo Teodoro

15:00 - 17:00

Notícia

Casal é suspeito de usar nome de pessoas em situação de rua no PR

Investigação é realizada desde 2023, em Londrina.
Casal é suspeito de usar nome de pessoas em situação de rua no PR

Casal é suspeito de usar nome de pessoas em situação de rua no PR para fazer empréstimos: 'Levam vida de ostentação', diz delegado

Investigação é realizada desde 2023, em Londrina. Casal também é suspeito de pegar dados de outras pessoas para abrir contas. Nesta terça-feira (3), polícia cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão após banco comunicar movimentações suspeitas em cinco contas.

Um casal de Londrina, no norte do Paraná, é suspeito de usar dados de pessoas em situação de rua para abrir contas bancárias e solicitar empréstimos. Além disso, eles são investigados por roubar dados de vítimas de outros estados - que não estão em vulnerabilidade - para realizar o mesmo procedimento. Nesta terça-feira (3), os dois foram presos durante uma operação da Polícia Civil (PC-PR), que também apreendeu bens como moto aquática e dinheiro em espécie.

Os nomes do homem e da mulher não foram divulgados pela polícia.

De acordo com o delegado Edgard Soriani, o casal possui uma vida de alto padrão com, por exemplo, uma casa em Sertaneja avaliada em aproximadamente R$ 5 milhões. O resultado final das apreensões não foi divulgado até a última atualização desta reportagem.

 

"Os principais líderes dessa organização criminosa levam uma vida de ostentação, com patrimônio incompatível com as suas identidades", disse o delegado.

 

Operação desta terça-feira (3) cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao casal. — Foto: PC-PR

Operação desta terça-feira (3) cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao casal. — Foto: PC-PR

 

A investigação apurou que o golpe começou a ser aplicado entre 2020 e 2021. Estima-se que mais de 100 pessoas em situação de rua tiveram os dados usados. Neste número, não estão somadas as vítimas que não estão em vulnerabilidade.

A operação desta terça, em que foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e cinco de prisão, foi desencadeada depois que um banco entrou em contato com a polícia. A agência, que é do estado de São Paulo e sabia da existência da investigação, percebeu movimentações suspeitas em cinco contas.

A partir disso, as cinco vítimas foram localizadas e permitiram a quebra do sigilo bancário. Elas não possuem relação com os investigados, não estão em situação de rua e não sabiam que os próprios dados foram usados indevidamente, segundo o delegado.

Desta forma, a polícia chegou aos nomes do casal e de três funcionários deles, que movimentaram as contas e realizaram saques. O prejuízo estimado é de R$ 150 mil.

As cinco pessoas são investigadas pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsificação de documento, uso de documento falso e falsidade ideológica. Os cinco mandados de prisão são contra elas.

A investigação sobre o uso de dados de pessoas em situação de rua e de outras vítimas continua.

 

Como funciona o esquema de aliciamento de pessoas em situação de rua

 

O homem e a mulher possuem dois comércios em Londrina, sendo um deles uma loja de produtos eletrônicos e outro de motos. De acordo com a polícia, esses estabelecimentos são usados para lavar o dinheiro do esquema.

A suspeita é de que os funcionários iam até endereços na cidade frequentados por pessoas em situação de rua e usuários de droga. Nesses lugares, eles ofereciam dinheiro às vítimas - cujo valor ainda é apurado - e as levavam à loja do casal.

No comércio, a proprietária realizava os procedimentos para a abertura de contas de pessoa física e jurídica.

 

"[...] usam o mesmo comprovante de residência, que inclusive é da residência do casal, para abrir várias contas bancárias nos nomes dessas pessoas e poder aplicar fraudes", o delegado explicou.

 

Para ter acesso aos empréstimos, eles jogavam um capital alto na conta e movimentavam para ter margem de crédito.

Cartões, maquininhas e documentos encontradas durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão. — Foto: PC-PR

Cartões, maquininhas e documentos encontradas durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão. — Foto: PC-PR

Conforme o delegado, uma das dificuldades enfrentadas durante a investigação - que existe desde 2023 - é de localizar as vítimas, que não possuem endereço fixo.

 

"É um prejuízo milionário", estima o delegado.

Fonte(s): https://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2026/02/03/operacao-emprestimos-londrina.ghtml

Comentários

Últimas notícias

10 Mar
Pioneira FM
Aquário a 700 km do mar usa sal importado de Israel .

Em Foz do Iguaçu, estrutura produz milhões de litros de água salgada

10 Mar
Pioneira FM
Técnico de enfermagem é preso acusado de estuprar paciente.

Suspeito foi demitido porjusta Causa.

10 Mar
Pioneira FM
Produtora diz que perdeu 30 toneladas de tilápias.

Copel diz que não houve registro de falhas na rede.

Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, você concorda com nossa Política de Privacidade. Para mais informações clique aqui.